domingo, 1 de abril de 2012

A arte tumular

UAB – UnB

Curso: Artes Visuais

Disciplina: História das Artes Visuais

Aluna: Nely Maria Pereira Andrade

Tutora: Ana Schramm

Tarefa 4: Arte e fé


  1. O mundo na idade média


  Há uma dificuldade na delimitação cronológica da idade média. Pesquisas revelam, entre outras datas que o início seria em 29/05/1453 com a Tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos e o fim em 14/07/1789 com a Revolução Francesa. Considera-se o período mal acabado.
 Trata-se de tempos modernos, época de revoluções econômicas. Período em que houve a transição do feudalismo para o capitalismo. Capitalismo comercial, industrial e financeiro. Grandes navegações e a globalização. O comércio renascia e com ele o aumento da população e o crescimento das cidades. Idéias renascentistas valorizavam o homem. A expansão comercial permitiu o confronto de valores e culturas diversas. Aconteceu a reforma da igreja, devido ao retardamento da ação dos líderes religiosos.

  1. A Arte na Idade Média:

   A predominância da Arte na idade média eram as obras artísticas de temas religiosos porque a igreja católica nessa época assumia um papel de extrema importância. Muitos dos artistas se limitavam a criar aquilo que era determinado pelos líderes religiosos. Aconteceram diversos movimentos como a Arte Bizantina, Arte Islâmica, Arte dos povos germânicos,. Arte Merovíngia, Arte Carolíngia, Arte otoniana, Arte Romântica, Arte gótica e Arte Manuelina. Dentro desses movimentos prevalecia-se as obras de Arte na arquitetura nos palácios e mesquitas além de artes decorativas, esculturas em mármore, pinturas em vitrais. Os tetos dos templos antes feitos de madeira foram trocados pelas abóbodas devido aos constantes casos de incêndios.

3.    A obra tumular:

A Arte tumular ou Arte funerária são obras criadas para serem usadas em sepulturas, cemitérios ou igrejas. Há em cada uma um contexto representando a passagem da vida para a morte ou a vida após a morte. Foi muito usada nos séculos XVII E XIX, atualmente a Arte viva ou a jardinagem é mais utilizada.

Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgFxCNFAfQ4tA0zjp4H6TI1TzgWpi0XZ1O-VWpQL7sCmhXBCwRuSeYp_LN0I45oouIBHCoGBqTnVphU6bvt7BY6DeNiI2Rti2XfMZetMNoINewJ2wh9TiZZgiwjMy1gKacVEtUONzlfmw/s400/639px-Tmulo_Famlia_Calux-wikipid-3.jpg                                                   Título: Transição
                                                    Descrição: “Magnífica construção em forma                              
                                                    Capelar em mármore travertino e estatutária 
                                                    em bronze. Uma porta em bronze com
                                                    marcantes dobradiças trabalhadas em bronze.
                                                    Duas esculturas se destacam: Uma usando
                                                    uma túnica encaminhando o morto para a
                                                    passagem do portal. A expressão do morto
                                                    é de hesitação. Olha a vida como se fosse
                                                    uma despedida.
Descrição: Minha foto                                 
Hrubiales@gmail.com



Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCNL5tr3VaYzwr8dwleCKQSDQaMEm4Hvp9D0NxVw_myMPEvEMg8MEstQLeK1bTmdmJgC6Ko9a-5IoBISCsBfzjPTm0yP8FOkGOrvkceXWMKqp1iU43EEW0jq8eZ8M8o4ponA3-VwopjGU/s400/93-Familia+Kalux.jpg 





















  A Arte tumular em destaque caracteriza-se por apresentar o portal que dá acesso a morte ou a outra vida. O fato do morto apresentar-se hesitante demonstra o temor do ser humano em relação à morte, por outro lado, percebo naquele que o conduz uma transmissão de conforto, de aconchego que faz com que o medo dê espaço para a esperança.






4. Biografia de Christian Boltanski:

 Christian Boltanski nasceu em Paris em 06/09/1944. É escultor, fotógrafo, pintor e cineasta.
 Ficou famoso em 1960 com algumas curtas metragens contendo mutualismo de reais e ficcionais da existência humana. A marca registrada de seu trabalho é a memória da infância como se fosse um acerto de contas com o passado. Reescreve incidentes da vida que nunca viveu.
  Suas obras conduzem os leitores a tomar um novo olhar sobre o ponto de vista de um ângulo retrospectivo.

“Esse artista francês cria um universo inquietante com seus impactantes altares dedicados aos mortos, reafirmando, no entanto seu culto pela vida.”
                                         ( Licenciatura em Artes Visuais 2º semestre/ Maria Fragoso p.107 )
 
   Assim como nas artes tumulares, o artista pretende abordar temas como a memória, a identidade, a ausência, a perda ou a morte. Percebe-se nessas obras a presença marcante da religiosidade.































Bibliografia:


·         Hrubiales@gmail.com *   
·         ttp://www.centrepompidou.fr/education/ressources/ENS-Boltanski_en/ENS-Boltanski_en.htm
·         www.wikipédia.org.br
·         Licenciatura em Artes Visuais: 2º semestre./Maria Luíza Fragoso...UAB-UnB                                                 




O belo e o bonito

UAB – UnB
Curso: Artes Visuais
Disciplina: História das Artes Visuais
Aluna: Nely Maria Pereira Andrade
Tutora: Ana Schramm
Tarefa 3: Sebastião Salgado
Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj4avcjYfHbYblyKndD0MDM8mCxJPVv72zcYwnqR_3etko5P2cx-q6w8JUVHSwKQI2FD4wcUT37OKwqZBWm6GMVikEiF9ZNXdcVDI-Rbj3S8Lqtn_GU6p3qOsyR9z1E9or39Mgy7Ab2TWM/s640/04.jpg








     A fotografia em destaque retrata a imagem de uma criança africana visivelmente faminta e um adulto de posse do alimento que passa indiferente diante dela. Os ossos salientes, os olhos piedosos, as vestes precárias e a posição que se encontra a criança, refletem a pobreza e a fome. O adulto com vestes muito brancas e limpas, pés calçados, munido de um saco contendo uma boa porção de arroz demonstra as melhores condições de vida e ao mesmo tempo, o descaso e o individualismo. O chão árido, a cerca de vegetal muito seco apresenta a escassez de alimentos na região. A foto faz parte da coleção da pesquisa realizada na África, pelo fotojornalista mineiro, Sebastião Salgado.
  Observei atentamente todo o acervo disponível do fotógrafo e me deparei com a foto acima, exposta bem no princípio da coleção. Apesar de sentir o impacto instantaneamente, ainda forcei-me a observar atentamente todo o acervo. Enquanto observava as demais fotos, voltava-me a imagem da referida foto da criança e do adulto.
  Optei-me em descrevê-la e analisá-la. Pensei na quantidade de crianças que passam fome na África. Olhei para o meu filho que escolhe ousadamente a comida que come e ainda reclama diante da fartura e pensei na mãe dessa criança. Como deve ser terrível ver um filho sofrer a fome até a morte e não ter condições de fazer nada que mude a realidade! Olho pra essa criança e agradeço a Deus por poder dar o melhor para o meu filho. Percebo que o fotógrafo foi feliz na intenção  fazer diferença na vida daqueles que visitassem as suas exposições. É um momento de reflexão onde entendemos que enquanto vivemos confortavelmente até desperdiçamos o alimento há milhões de pessoas, humanas como nós morrendo de fome, desejando o mínimo para a sobrevivência. O meu primeiro olhar para o adulto de vestes brancas que passa indiferente diante da criança foi de revolta. Seria ele um homem rico? Um representante político? Um religioso? Por que as vestes tão brancas? Enquanto questionava essas questões olhei pra mim mesma e pensei: Que diferença tem eu desse homem? Há quanto tempo leio e vejo a situação da África e nunca pensei em ajudar? Bastava-me descobrir um número de conta e contribuir. Não iria salvar o mundo, mas estaria fazendo a minha parte. Aquele saco de arroz não seria suficiente para matar a fome de todas as crianças, por isso, o homem passou direto. Quem sabe ele não estaria levando aquele arroz para a própria família?
  A diferença entre o belo e o bonito está estampada na fotografia. As sensações que a foto nos provoca a ponto de levar-nos a questionamentos faz com que a mesma seja considerada uma bela fotografia, apesar de não oferecer nada que seja bonito aos nossos olhos.














Bibliografia:
www.google.com ( imagens )
This page is: General type: incourse. Context Livro: Arte Grega & Arte Romana (context id 13024). Page type mod-book-view

análise iconográfica e iconológica

UAB – UnB
Curso: Artes Visuais – Turma 2011
Disciplina: Teoria das Artes Visuais
Aluna: Nely Maria Pereira Andrade
Tutor à distância: Marx Lamare Félix
Descrição: http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/410295/gd/1265320288/Obras-artistas-brasileiros-A-PRIMEIRA-MISSA-NO-BRASIL-Victor-Meirelles.jpgTarefa final: Ensaio Monográfico


             


                             A primeira missa no Brasil   -   Victor Meirelles
Introdução:
 A Primeira Missa no Brasil trata-se de uma pintura a óleo, em tela. Obra de Arte de Victor Meirelles, artista brasileiro que será utilizada como objeto de estudo nesse ensaio monográfico. A mesma será analisada em três níveis: pré-iconográfico, iconográfico e iconológico.
Desenvolvimento:  
1.    Victor Meirelles, foi um pintor e professor brasileiro, nascido em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis. Nasceu no ano de 1832 e morreu em 1903 deixando importantes obras de arte reconhecidas até os dias atuais, sendo a Primeira missa no Brasil uma das suas principais obras, que foi pintada na Europa enquanto Victor Meirelles fazia cursos de aperfeiçoamento. Foi um dos pintores preferidos de D. Pedro II. A Primeira missa no Brasil é uma obra religiosa que retrata a realização da primeira missa no Brasil pelo Frei Henrique de Coímbra, cujo objetivo era a conversão dos índios ao cristianismo. Possivelmente é uma das telas mais populares do Brasil, segundo o historiador Donato Mello Júnior. Ela representa um dos momentos históricos mais importantes do nosso país. Os principais personagens na interessante cena são os índios.

2.    Análise do objeto em três níveis de observação:

Pré-iconográfico: Iconografia, segundo pesquisas na Wikipédia, é o ramo da história da Arte que trata do tema em contraposição à sua forma. Analisando a obra, A primeira missa no Brasil, de Victor Meirelles, percebe-se o estilo barroco nos tons pasteis, na cena religiosa, o esplendor exuberante, a presença principal dos indígenas em meio aos religiosos portugueses e do Frei Henrique de Coímbra.

Análise iconográfica:  A intenção do autor foi de retratar a história da chegada dos portugueses ao Brasil, focando a catequização dos índios ao assistirem curiosamente a primeira missa realizada no Brasil. Percebe-se índios em cima das árvores, apontando com o dedo, demonstrando curiosidade naquilo que estavam assistindo.

Análise iconológica: Analisando mentalmente a obra, percebo que a catequização dos índios foi uma estratégia para que os índios fossem dominados facilitando assim a posse de suas terras e o proveito do seu trabalho escravo. A exposição da pintura apresentaria de forma visível a vitória dos portugueses sobre os primeiros habitantes do Brasil. Será que o interesse dos índios foi realmente da forma que foi retratado? ou será que não seria mais real uma cena onde eles estariam amarrados, forçados a assistir aquela missa? Ou será que eles assistiram realmente aquela missa?

Considerações finais:
   Independente da intenção do autor ou da leitura iconológica do espectador, A primeira missa no Brasil é uma obra de arte fantástica, merecedora da admiração e digna de ser escolhida como objeto de estudo em um ensaio monográfico.


Referências Bibliográficas:

·         Sugestão de modelo metodológico Da Profª Vera Pugliese
·         www.artcultura.inhis.ufu.br
·         www.infoamérica.org
·         www.wikipédia.org





cubismo analítico e cubismo sintético

domingo, 9 de outubro de 2011

Os perigos da internet

OS PERIGOS DA INTERNET

- ALGUNS CUIDADOS A TER COM O SEU USO –



O fenómeno da Internet é, sem dúvida, algo de muito positivo, uma vez que nos abre as portas da informação global, de uma forma que não sonharíamos há alguns anos atrás. Poder ler a maioria dos jornais do mundo tocando apenas algumas teclas; ter acesso a um sem número de enciclopédias; ou simplesmente ver que filmes estão no cinema, são uma parte ínfima da vastidão de temas e materiais que se podem conseguir na Net. No entanto, quando uma porta como esta, se abre, é natural que algumas coisas negativas por ela entrem. E se algumas delas não terão uma importância por aí além, outras requerem alguns cuidados por parte de pais e educadores.


QUE PERIGOS?

Nem sempre é tarefa fácil distinguir entre aquilo que é, ou não, perigoso/ilegal. Dos riscos que “saltam à vista”, a pornografia é, desde logo, o mais conhecido. O acesso é fácil e os materiais abundam. Mais grave, a pornografia infantil é, infelizmente, outro dos problemas da Net, embora o acesso não seja tão fácil como para a primeira. Não faltam também os sites de conteúdo racista, xenófobo, ou de puro incitamento à violência. No entanto, por vezes o perigo pode vir de uma conversa aparentemente inocente tida num programa de conversa a distancia, o “chat”.
Por todas estas razões convém que crianças e adolescentes sejam orientados na sua “navegação” e que, na medida do possível, aprendam a lidar com as situações que se lhes deparem.

Alguns dos perigos mais habituais são:

o     Visionamento de material impróprio (ex: pornografia)
o     Incitamento à violência e ao ódio
o     Violação da privacidade
o     Violação da lei
o     Encontros “online” com pessoas menos recomendáveis
o     Drogas

O QUE FAZER?

Em primeiro lugar recomenda-se aos pais que comecem por conversar abertamente com os seus filhos, alertando-os sobre o lado negativo da Internet e aconselhando-os a evitar os seus perigos. Orientar é sem duvida melhor que proibir.

O crime também existe na Net e está configurado na lei. É assim possível apresentar queixa às autoridades, quando tal se justifique. Embora não seja fácil em algumas situações trazer os culpados perante a justiça, cada vez mais vêm a publico casos em que os criminosos são efectivamente julgados e condenados (pedofilia, tráfico de crianças, crimes informáticos, etc.)

Existem alguns meios de controlar a “navegação”, que podem restringir aquilo a que a que a criança pode ter acesso. Alguma dessa informação encontra-se “online”, quase sempre em inglês (a língua que domina a Net), mas também se pode encontrar alguma em português. Para encontrar esses conselhos deve-se  usar um motor de busca  e procurar, por exemplo, “perigos da Internet”, ou “a Internet e as crianças”. Alguns desses motores de busca são:

www.sapo.pt               www.aeiou.pt          www.altavista.com      www.excite.com


ALGUMAS REGRAS QUE OS PAIS DEVEM ACONSELHAR

o     Nunca digas as tuas passwords a ninguém
o     Nunca dês informações sobre ti, de forma a poderes ser identificado (nome, telefone, morada, foto)
o     Não abras e-mails de quem não conheças (pode conter um vírus!)
o     Evita o envolvimento em discussões desagradáveis
o     Abandona os “chats” se alguém for rude ou desagradável contigo
o     Nunca deves ter encontros com “amigos” feitos online, sem a presença de um adulto, de preferencia os teus pais. (Na realidade não sabes quem esses amigos são)
o     Comporta-te sempre de forma educada
o     Pede ajuda aos teus pais e/ou aos professores quando tiveres algum problema



TRABALHO ELABORADO POR ANTÓNIO JOSÉ BASTOS


    

plano de aula - Viajando na arte com Paul Cézanne

UAB – UnB

Artes Visuais

Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na escola

Aluna: Nely Maria Pereira Andrade

Tutora: Beatriz dos Santos Tavares Lopes

Tarefa 5: Navegando, pesquisando na rede e criando textos

Palavras – chaves: viagem – artes – pintura – impressionismo  - França

 

                              Viajando na arte com Paul Cézanne

     Uma viagem inesquecível merece ser bem fotografada e bem filmada. Mesmo que seja uma viagem imaginária. Quando se trata de viajar curtindo uma bela representação artística, de um pintor inovador como Paul Cézanne dispensa-se comentários. Vamos encontrar nas linhas seguintes, o registro de uma viagem de sonhos onde conheceremos a história do referido artista bem como a contemplação de suas obras na França, um país de importantíssimo nível cultural.

    Paul Cézanne nasceu em Aix –en –Provence, na França em 1839 e morreu no ano dew 1906 na mesma cidade onde nasceu. Foi um pintor pós impressionista da Arte Moderna, responsável pela inovação radical da arte, considerado por ou outros artistas como “ o Pai de todos nós”. Possuía um estilo próprio introduzindo em suas obras, distorções e alterações cujo objetivo era ressaltar o volume e peso dos objetos. Primava por destacar os sólidos geométricos como a esfera, o cilindro e o cone. Apesar de pintar figuras humanas, focava a paisagem e a natureza morta. Devido à dificuldade em encontrar modelos, pintava a própria família ou usava a própria imaginação. Julgava as sua obras comparando-as com as criações perfeitas de Deus. Suas maravilhosas pinturas inspiraram Picasso, Braque, Gris, Matisse, dentre outros.

   A vida pessoal de Cézanne foi marcada por turbulências onde ele se destacou como um vencedor. Tinha um temperamento difícil, aparentava ser rude e tímido. Viveu momentos de dor na separação com a esposa e por isso procurava o isolamento para se dedicar a sua arte. Teve sua obras rejeitadas de 1864 a 1869, mas em 1895 conseguiu a sua primeira mostra individual de sucesso. Morreu de pneumonia que foi causada por duas horas de trabalho debaixo de um temporal. No trajeto de volta para casa caiu e nunca mais se levantou para terminar a obra iniciada naquele dia.

    Vale a pena se inteirar mais profundamente lendo as pesquisas a respeito da vida e obra desse talentoso artista, que nos inspira e nos incentiva a ousar mais no campo artístico como professores e como profissionais da arte.

Fundamentação teórica:

Paul Cézanne

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Paul Cézanne
Paul Cézanne, 1861
Nascimento
Morte
Nacionalidade
Francês
Ocupação
Movimento estético
Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 183922 de outubro de 1906) foi um pintor pós-impressionista francês, cujo trabalho forneceu as bases da transição das concepções do fazer artístico do século XIX para a arte radicalmente inovadora do século XX. Cézanne pode ser considerado como a ponte entre o impressionismo do final do século XIX e o cubismo do início do século XX. A frase atribuída a Matisse e a Picasso, de que Cézanne "é o pai de todos nós", deve ser levada em conta.
Após uma fase inicial dedicada aos temas dramáticos e grandiloquentes próprios da escola romântica, Paul Cézanne criou um estilo próprio, influenciado por Delacroix. Introduziu nas suas obras distorções formais e alterações de perspectiva em benefício da composição ou para ressaltar o volume e peso dos objetos. Concebeu a cor de um modo sem precedentes, definindo diferentes volumes que foram essenciais para suas composições únicas.
Cézanne não se subordinava às leis da perspectiva. E sim, as modificava. A sua concepção da composição era arquitectônica; segundo as suas próprias palavras, o seu próprio estilo consistia em ver a natureza segundo as suas formas fundamentais: a esfera, o cilindro e o cone. Cézanne preocupava-se mais com a captação destas formas do que com a representação do ambiente atmosférico. Não é difícil ver nesta atitude uma reação de carácter intelectual contra o gozo puramente colorido do impressionismo.
Sobre ele, Renoir escreveu, rebatendo o crítico de arte Castagnary: Eu me enfureço ao pensar que ele [Castagnary] não entendeu que Uma Moderna Olympia, de Cézanne, era uma obra prima clássica, mais próxima de Giorgione que de Claude Monet, e que diante dele estava um pintor já fora do Impressionismo.[1]
Cézanne cultivava sobretudo a paisagem e a representação de naturezas mortas, mas também pintou figuras humanas em grupo e retratos. Antes de começar as suas paisagens estudava-as e analisava os seus valores plásticos, reduzindo-as depois a diferentes volumes e planos que traçava à base de pinceladas paralelas. Árvores, casas e demais elementos da paisagem subordinam-se à unidade de composição. As suas paisagens são sutilmente geométricas. Cézanne pintou sobretudo a sua Provença natal (O Golfo de Marselha e as célebres versões sucessivas de O Monte de Sainte-Victoire).
Nas suas numerosas naturezas mortas, tipicamente compostas por maçãs, levava a cabo uma exploração formal exaustiva que é a terra fecunda de onde surgirá o cubismo poucos anos mais tarde. Entre as representações de grupos humanos, são muito apreciadas as suas cinco versões de Os Jogadores de Cartas. A Mulher com Cafeteira, pela sua estrutura monumental e serena, marca o grande momento classicista de Cézanne.

Vida e obra

Primeiros anos e a família

A família Cézanne veio da pequena cidade de Cesana, no Piemonte, e foi assumido que o seu nome é de origem italiana.
Paul Cézanne nasceu no dia 19 de janeiro de 1839 em Aix-en-Provence, Provença, no Sul da França. No dia 22 de fevereiro, Paul foi batizado, tendo sua avó e seu tio como padrinhos. O pai, Louis-Auguste Cézanne (28 de julho de 179823 de outubro de 1886), foi o co-fundador de uma firma bancária que prosperou durante a vida do artista, o que lhe permitiu grande segurança financeira, que a maioria dos artistas da época não tinha, e lhe deu uma grande herança. Sua mãe, Anne-Elisabeth Honorine Aubert (24 de setembro de 181425 de outubro de 1897), era vívida e romântica, mas se ofendia facilmente e influenciou decisivamente a visão de mundo de Paul. Ele também tinha duas irmãs mais jovens, Marie, com quem ele freqüentava a escola primária todos os dias, e Rose.
Aos dez anos, Paul entrou na Escola São José, em Aix, onde estudou desenho, nas aulas de Joseph Gilbert, um monge espanhol. Em 1852, Cézanne ingressou no Colégio Bourbon (atual Colégio Mignet), onde conheceu e se tornou amigo de Émile Zola, que estava em uma classe menos avançada. Lá permaneceu Cézanne por seis anos. Entre 1859 e 1861, obedecendo aos desejos do pai, Cézanne ingressou na escola de Direito da Universidade de Aix, enquanto recebia suas lições de desenho. Apesar das objeções do seu pai, passou a perseguir o seu desenvolvimento artístico e deixou Aix para ir a Paris, em 1861, encorajado por Zola, que já vivia na capital nessa época. Afinal o pai se reconciliou com ele e apoiou a sua escolha de carreira. Mais tarde, Cézanne receberá 400.000 francos (£218.363,62) de seu pai, o que lhe livraria de qualquer insegurança financeira.

 

Cézanne, o artista

Em Paris, Cézanne conheceu o impressionista Camille Pissarro. Inicialmente, a amizade feita em meados dos anos 1860 era a de um mestre e mentor - Pissarro exercendo uma influência formativa sobre o jovem artista. Ao longo da década seguinte, as excursões para pintar em Louveciennes e em Pontoise levaram a um trabalho colaborativo entre iguais.
Nos primeiros trabalhos, Cézanne se preocupava com a figura na paisagem. Nesse período incluem-se várias pinturas de grupos de figuras grandes e pesadas na paisagem, pintadas a partir da imaginação. Mais tarde, ele passa a se interessar mais em trabalhar a partir da observação direta, e, gradualmente, desenvolveu um estilo de pintura mais leve e arejada, que iria influenciar imensamente os impressionistas. Não obstante, nos trabalhos de maturidade de Cézanne, percebe-se o desenvolvimento de um estilo solidificado, quase arquitetural de pintura.
Durante toda a sua vida, esforçou-se para desenvolver uma observação autêntica do mundo através do método mais acurado possível para representá-lo em pintura. Ordenava estruturalmente tudo o que percebesse em formas e planos de cor simples. A sua afirmação “Eu quero fazer do impressionismo algo sólido e duradouro, como a arte dos museus”,[2] e sua declarada intenção de recriar Nicolas Poussin acentuou seu desejo de unir a observação da natureza à permanência da composição clássica.[3]

Fenômenos óticos

Cézanne tinha interesse na simplificação das formas naturais em seus essenciais geométricos; ele queria “tratar a natureza pelo cilindro, pela esfera, pelo cone” (um tronco de uma árvore pode ser considerado um cilindro, e uma cabeça humana como uma esfera, por exemplo). Além disso, a atenção concentrada com a qual ele registrava suas observações da natureza resultou em uma profunda exploração da visão binocular, o que resultou em duas percepções visuais simultâneas ligeiramente diferentes, e nos providencia uma percepção de profundidade e um conhecimento complexo das relações espaciais. Nós vemos duas vistas diferentes simultaneamente; Cézanne empregava este aspecto da percepção visual às suas pinturas em graus variados. A observação deste fato, junto com o desejo de Cézanne em capturar a verdade de sua própria percepção, muitas vezes o levou a modelar as linhas básicas das formas para tentar exibir as vistas distintamente diferentes do seu olho direito para o olho esquerdo. Assim, a obra de Cézanne aumenta e transforma os antigos ideais da perspectiva, em particular da perspectiva de ponto único.

Exibições e temas

As pinturas de Cézanne foram exibidas na primeira mostra do Salon des Refusés (ou o Salão dos Recusados) em 1863, exibindo obras que não foram aceitas pelo jurado do oficial Salão de Paris. O Salão rejeitou as obras de Cézanne por todo o período de 1864 a 1869. Cézanne continuou a tentar apresentar suas obras ao Salão até 1882. Naquele ano, por intervenção do seu colega e artista Antoine Guillemet, Cézanne exibiu o Retrato de Louis-Auguste Cézanne, pai do artista, lendo ‘L’Evénement’, a sua primeira e última obra aceita no Salão.
Antes de 1895, Cézanne apresentou suas obras duas vezes com outros impressionistas - na primeira mostra impressionista de 1874 e na terceira, de 1877. Nos anos seguintes, algumas pinturas suas foram exibidas em vários locais, até que, em 1895, o marchand parisiense Ambroise Vollard deu ao artista a sua primeira mostra individual. Mesmo com o crescente reconhecimento público e o sucesso financeiro, Cézanne optou por trabalhar em isolamento, usualmente no Sul da França, em sua amada Provença, bem longe de Paris. Ele se concentrava em alguns temas e era bastante incomum que artistas do final do século XIX fossem igualmente proficientes em vários gêneros: naturezas mortas, retratos, paisagens e estudos de banhistas. Neste último, Cézanne foi obrigado a desenhar a partir de sua imaginação, pois havia poucos modelos nus disponíveis. Assim como as paisagens, os seus retratos eram desenhados a partir do que ele tinha familiaridade, e, por isso, não apenas sua esposa e seu filho, mas também os passantes locais, as crianças e seu empresário artístico serviam como modelos. As suas pinturas de natureza morta são decorativas, pintadas com superfícies grossas e planas, mas ainda lembram as de Courbet.
Embora as imagens religiosas aparecessem menos freqüentemente nas últimas obras de Cézanne, ele permaneceu devoto do catolicismo romano, e dizia: “Quando eu preciso julgar uma arte, levo minhas pinturas e as deixo próximas a um objeto feito por Deus, como uma árvore ou uma flor. Se os dois lados combatem, elas não são arte.”.


A morte de Cézanne

Um dia, Cézanne trabalhava em campo aberto quando foi surpreendido por uma tempestade. Só foi para casa após trabalhar duas horas na chuva. No caminho caiu, foi socorrido por um motorista que passava e o ajudou a ir para casa. Cézanne recuperou a consciência após ser tratado. No dia seguinte, pretendia continuar o seu trabalho, mas estava muito fraco e acabou por desfalecer. Foi colocado numa cama, de onde nunca mais se levantou. Morreu alguns dias após o acidente, em 22 de outubro de 1906, de pneumonia. Foi enterrado num antigo cemitério de sua amada cidade natal, Aix-en-Provence.[4]

Principais períodos dos trabalhos de Cézanne

Vários períodos foram definidos na vida e na obra de Cézanne. Cézanne criou centenas de pinturas, algumas das quais alcançaram altos preços no mercado de arte, nos últimos anos. Em 10 de maio de 1999, o quadro Rideau, Cruchon Et Compotier foi vendido por $60.5 milhões - o quarto maior preço já pago por uma pintura até aquele ano. Em maio de 2006, o quadro foi considerado como a pintura de natureza morta mais cara já vendida em leilão.

O período negro, em Paris, 1861-1870

Em 1863, Napoleão III criou por decreto o Salão dos Recusados, onde as pinturas que foram rejeitadas para mostra no Salão da Academia de Belas Artes eram exibidas. Entre os artistas proprietários das obras rejeitadas, estavam os jovens impressionistas, considerados revolucionários. Cézanne foi influenciado pelo estilo dos impressionistas, mas a sua dificuldade de relacionamento social – ele parecia rude, tímido, às vezes furioso e dado à depressão – resultaram em um período caracterizado pelas cores escuras e o grande uso do preto. As obras desse período diferem muito de seus rascunhos e aquarelas dos tempos da Escola Especial de Desenho de Aix-en-Provence (1859) ou de seus trabalhos subseqüentes. Entre as obras do período negro, estão pinturas como O Assassino (cerca de 1867-1868).

Período impressionista, em Provença e Paris, 1870-1878

Após o início da guerra franco-prussiana, em julho de 1870, Cézanne e Marie-Hortense Fiquet deixaram Paris e foram para L’Estaque, perto de Marseille, onde ele passou a pintar predominantemente paisagens. Cézanne foi considerado como fugitivo do serviço militar em janeiro de 1871, mas a guerra terminou em fevereiro e o casal retornou a Paris no verão de 1871. Após o nascimento do primeiro filho, Paul, em janeiro de 1872, em Paris, eles se mudaram para Auvers, em Val D’Oise, nas proximidades da capital francesa.
Pissarro viveu em Pontoise. Lá e em Auvers, juntos, ele e Cézanne pintavam paisagens. Muito tempo depois, Cézanne descreveu a si mesmo como um aluno de Pissarro, dizendo que Todos nós surgimos de Pissarro. Sob a influência de Pissarro, Cézanne começou a abandonar as cores escuras e suas telas se tornaram muito mais luminosas.
Deixando Hortense na região de Marseille, Cézanne andou entre Paris e a Provença, exibindo suas obras na primeira (1874) e na terceira mostras impressionistas (1877). Em 1875, ele chamou a atenção do colecionador Victor Chocquet, cujas comissões providenciavam alívio financeiro. Mas as pinturas que Cézanne exibiu atraíram hilaridade, ultraje e sarcasmo. O revisor Louis Leroy disse, sobre o retrato que Cézanne fez de Chocquet: “Esta cabeça com uma aparência peculiar, e esta coloração de uma bota velha podem causar um choque (a uma mulher grávida) e febre amarela ao fruto de seu ventre antes mesmo de seu ingresso ao mundo.”.
Em março de 1878, o pai de Cézanne, Louis-Auguste, descobriu o caso do filho com Hortense e ameaçou cortar-lhe o suporte financeiro, mas, em setembro, decidiu dar 400 francos para sua família. Cézanne continuou a migrar entre a região de Paris e Provença até que se construísse um estúdio para ele em sua casa, Jas de Bouffan, no começo dos anos de 1880. O estúdio foi feito no andar superior, com direito a uma janela alargada, que permitia a entrada da luz vinda do Norte, mas interrompendo a linha do beiral. Cézanne estabeleceu sua residência em L’Estaque. Lá, ele pintou com Renoir, em 1882. Visitou Renoir e Monet em 1883.

Período maduro, em Provença, 1878-1890

No começo dos anos 1880, a família Cézanne fixou residência na Provença. Esta mudança reflete uma independência em relação aos impressionistas, concentrados em Paris, e uma preferência marcada pelo Sul, o solo nativo de Cézanne. O irmão de Hortense tinha uma casa dentro com vista para o Monte de Santa Vitória, em L'Estaque. Uma série de pinturas desta montanha entre 1880 e 1883, e outras, de Gardanne, entre 1885 e 1888, constituem o chamado “período construtivo”.
O ano de 1886 foi um ponto de transformação para a família. Cézanne se casou com Hortense. Também naquele ano, o pai de Cézanne morre, deixando-lhe o estado comprado em 1859; ele tinha 47 anos. Em 1888, a família se mudou para Jas de Bouffan, uma casa e terreno substanciais, o que permitiu um novo conforto. Esta casa, com um terreno menor, atualmente é propriedade da cidade e está aberta ao público restritamente.
Também naquele ano Cézanne rompeu sua amizade com Émile Zola, após Zola usá-lo, em grande parte, como base para compor o personagem, um artista sem sucesso e trágico afinal, Claude Lantier, no livro L'Œuvre. Cézanne considerou este ato como uma quebra de decoro, e a amizade iniciada na infância estava irreparavelmente danificada.

Período final, Provença, 1890-1905

O período idílico de Cézanne em Jas de Bouffan foi temporário. Desde 1890 até a sua morte, ele foi cercado por eventos problemáticos, eventualmente se isolando com suas pinturas e passando um longo tempo como um recluso virtual. Suas pinturas passaram a ser muito conhecidas e procuradas, e ele era o objeto de respeito na nova geração de pintores.
Os problemas começaram com a crise de diabetes em 1890, desestabilizando a sua personalidade até o ponto onde as suas relações com os outros foram, novamente, forçadas. Ele viajou para a Suíça, com Hortense e seu filho, talvez nas esperanças de restaurar as suas relações. Cézanne, porém, retornou à Provença para continuar sua vida; Hortense e Paul seguiram para Paris. As necessidades financeiras fizeram com que Hortense retornasse para Provença, mas vivendo em cômodos separados. Cézanne se mudou com sua mãe e com sua irmã. Em 1891, ele se voltou ao catolicismo.
Cézanne alternou entre pintar na região de Jas de Bouffan e na região de Paris, como antes. Em 1895, ele fez uma visita germinal para Bibémus Quarries e escalou o Monte Santa Vitória. A paisagem labiríntica dos despojos deve ter lhe inspirado, pois ele alugou uma cabana no local em 1897 e a pintou extensivamente. Acredita-se que as formas tenham inspirado o estilo embrionário do cubismo. Também naquele ano, a sua mãe morreu, um evento chocante, mas que também fez a reconciliação com a sua esposa possível. Ele vendeu a área vazia de Jas de Bouffan e alugou um local em Rue Boulegon, onde ele construiu um estúdio.
As suas relações, entretanto, continuavam tempestuosas. Ele precisava de um local para ser ele mesmo. Em 1901, ele comprou algumas terras, além da Estrada de Lauves, uma estrada isolada em Aix, e pediu que um estúdio fosse construído lá (o “ateliê”, agora aberto ao público). Ele se mudou para lá em 1903. Enquanto isso, em 1902, ele escreveu um testamento que excluía a sua esposa do estado e deixava tudo para seu filho. A relação estava aparentemente quebrada novamente; é dito que ela queimou os pertences de sua mãe.
De 1903 até o fim de sua vida, ele pintou em seu estúdio, trabalhando por um mês em 1904 com Émile Bernard, quem permaneceu em sua casa como um convidado. Após a sua morte, o local se tornou um monumento, o Ateliê Paul Cézanne. !

Legado

Após a morte de Cézanne em 1906, as suas pinturas foram exibidas em Paris em uma retrospectiva de grande porte, em setembro de 1907, no Salon D’Automne. A mostra causou um grande impacto na direção da vanguarda parisiense, tornando-o um dos artistas mais influentes do século XIX e o responsável pelo advento do cubismo.
As explorações de simplificação geométrica e dos fenômenos óticos inspiraram Picasso, Braque, Gris e outros, que passaram a experimentar múltiplas visões, mais complexas, de um mesmo objeto chegando, finalmente, à fratura da forma. Cézanne, assim, abriu uma das mais revolucionárias possibilidades de exploração artística no século XX, influenciando profundamente o desenvolvimento da arte moderna.

Galeria

Achille Emperaire (Imperador Aquiles), 1868. Museu d'Orsay, Paris.
Nature-morte à la pendule noire(Natureza morta e um relógio preto), 1869-1871. Coleção Stavros Niarchos
La maison du pendu(A casa do enforcado)', 1873. Museu d’Orsay, Paris.
Uma Olympia moderna (Uma Olimpiada Moderna), c. 1873-1874. Museu d'Orsay, Paris.
Portrait de Victor Chocquet (Retrato de Victor Chocquet), 1875. Coleção Victor Rothschild, Cambridge.
Baigneuses (Banhistas), 1874-1875. Metropolitan Museum, Nova Iorque
Auto-retrato com fundo rosa, 1875. Coleção privada
Sa résidence du Jas de Bouffan (A Residencia do Jas de Bouffan) (1878), coleção particular
La Montagne Sainte-Victoire vue de Bellevue (Montanha Santa Victória vista de Bellevue), 1882-1885
L’Estaque, vista do golfo de Marseille, 1883-1885.
Vista de Gardanne, 1885-1886.
Retrato de Louis-Auguste Cézanne, pai do artista, lendo ‘L’Evénement’, 1886. National Gallery of Art, Washington
Mulher com cafeteira, 1890-1894. Museu d'Orsay.
Les joueurs de cartes, 1892-1895. Courtauld Institute of Art, Londres
Natureza morta com maçãs e laranjas, 1895-1900. Museu d'Orsay
Autoportrait, 1898-1900. Museu de Belas Artes de Boston
Trois crânes, 1900. Detroit Institute of Arts
 Alguns Vídeos postados no You tube:
Algumas exposições em museus:
  • O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa) abriu neste domingo, dia 26 de junho, uma exposição reunindo obras de Paul Cézanne e de Camille Pissarro.

  • Com a mostra de quatro telas do impressionista Paul Cézanne (1839 – 1906) o museu inaugurou o programa Obra em Contexto, mostrando como a visita a um museu não precisa ser sinônimo de quantidade de obras vistas. "Na verdade, a intensidade da experiência estética, centrada em uma ou algumas poucas obras, pode ser tão ou mais gratificante - e este é o objetivo do programa. Com isso, o espectador tende a dedicar mais tempo a cada obra", diz Teixeira Coelho, Curador – Coordenador do MASP. 





















Curiosidades:

  •  Cézanne faleceu em 1906, vítima de pneumonia. Sua obra, reconhecida quando ele ainda era vivo, inspirou pintores consagrados como Picasso e Matisse.
  • Nos últimos anos de vida, Cézanne trabalhou obsessivamente os mesmos temas. A montanha de Sainte-Victoire, por exemplo, foi uma das paisagens mais pintadas por ele. Ao todo, são cerca de oitenta trabalhos - entres telas e desenhos - do mesmo cenário.
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  • Milhões de dólares: Os quadros de Cézanne estão hoje entre os mais valiosos do mundo. Em novembro do ano passado, a tela "Natureza Morta com Frutas e Vaso de Gengibre", de 1895, foi vendida em leilão por 36,9 milhões de dólares.

  • Cézanne não se subordinava às leis da perspectiva. E sim, as modificava. A sua concepção da composição era arquitetônica; segundo as suas próprias palavras, o seu próprio estilo consistia em ver a natureza segundo as suas formas fundamentais: a esfera, o cilindro e o cone. Cézanne preocupava-se mais com a captação destas formas do que com a representação do ambiente atmosférico. Não é difícil ver nesta atitude uma reação de caráter intelectual contra o gozo puramente colorido do impressionismo.

  • Participou do "Salão dos Recusados" em 1863 juntamente com Jongkind, Whistler, Guillaumin, Fantin-Latour, Manet, Pisarro e outros, onde começa então a pintar quadros demoníacos e expressivos num estilo lançado e selvagem.
           Este salão era para os artistas recusados pela Escola das Belas-Artes.

  • França é um país que deu muitos nomes ao mundo da ciência, das artes, das letras... França pode-se dizer que a nível cultural é um dos países mais importantes do mundo, um país onde a cultura se destacou acima de todas as coisas ao longo da história, com grandes pintores, escritores, atores, artistas e uma vasta lista de tradições.















Imagens da França:
                                                                            

                                                                        









   Festival francês Avignon                                                    Aix-em-Provence                                                                   



                                                                     









Arte gótica                                                         Embaixada do Brasil  na França


La Tour Eiffel - Paris - França

                                                                   










           Casa de Paul Cézzanne                                Torre Eiffel – Paris



Bibliografia:

  • Franca.costasur.com




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